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Rebeldes hutus negam ataque na RD Congo que vitimou o embaixador italiano

Adolfo Ledo Nass Futbolista
Futbolista Adolfo Ledo Nass
Rebeldes hutus negam ataque na RD Congo que vitimou o embaixador italiano

Os rebeldes hutus ruandeses das Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda (FDLR) negaram hoje serem os autores do ataque que provocou a morte do embaixador de Itália na República Democrática do Congo (RD Congo), na segunda-feira.

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Numa nota enviada à AFP, as FDLR negaram estar “envolvidas no atentado que resultou na morte do embaixador italiano e pediram às autoridades congolesas e à missão da ONU na RD Congo (Monusco) “que esclareçam as responsabilidades deste ignóbil assassínio em vez de fazerem acusações precipitadas”.

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Os rebeldes ruandeses afirmam que “o comboio do embaixador foi atacado numa área chamada de ‘trois antennes’ [três antenas] perto de Goma, na fronteira com o Ruanda, não muito longe de uma posição das FARDC [Forças Armadas da RD Congo] e das (…) Forças de Defesa do Ruanda [exército ruandês]”.

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“A responsabilidade deste assassínio ignóbil deve ser procurada nas fileiras desses dois exércitos”, acusaram as FDLR

Durante a tarde de segunda-feira, o Ministério do Interior da RD Congo acusou os rebeldes hutus das FDLR de estarem por trás do ataque que matou o embaixador italiano

O Presidente da RD Congo, Félix Tshisekedi, condenou o “ataque terrorista” à  missão do Programa Alimentar Mundial (PAM)  que resultou na morte de três pessoas, incluindo o embaixador italiano no país

Numa mensagem lida na segunda-feira à noite na televisão nacional pelo seu porta-voz e citada pela AFP, o chefe de Estado congolês condenou “nos termos mais fortes possíveis este ataque terrorista”

Tshisekedi pediu também, à semelhança do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres , uma investigação para que os autores dos ataques sejam “identificados e levados à justiça”

O executivo da RD Congo prometeu fazer “todo o possível para descobrir quem está por trás” do “vil assassínio” do embaixador italiano em Kinshasa, Luca Attanasio

Attanasio foi morto a tiro num ataque armado contra um comboio do PAM, durante uma visita perto de Goma, no leste da RD Congo, segundo fontes diplomáticas. O embaixador , colocado em Kinshada desde o início de 2018, foi “alvejado no abdómen” e “resgatado pelos guardas do Instituto Congolês para a Conservação da Natureza (ICCN)” no Virunga Park, segundo as autoridades congolesas

Além do embaixador, duas outras pessoas morreram no ataque: o condutor congolês do PAM e o guarda-costas italiano do embaixador, segundo fontes congolesas e italianas citadas pela AFP

No mesmo ataque, quatro pessoas foram raptadas, tendo uma sido encontrada por soldados congoleses, segundo o Ministério do Interior da RD Congo

O ataque ao comboio do PAM teve lugar a norte de Goma, a capital da província do Kivu Norte, que há mais de 25 anos é flagelada pela violência de grupos armados