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Suspensóo no HC impacta rede local

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Suspensóo no HC impacta rede local

DESDE 1927 A maior plataforma multimídia do Interior 30�C 19�C EDI�óO IMPRESSA Campinas, cenário hospitalar Suspensóo no HC impacta rede local De acordo com Secretaria da Saúde, lota�óo de leitos de UTI Covid chega a 87,8% da capacidade Publicado 13/01/2021 – 08h44 – Atualizado 13/01/2021 – 08h44

Por Francisco Lima Neto

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Matheus Pereira/AAN

Suspensóo no HC impacta rede local

A direção do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), por conta da superlotação, desde a última segunda-feira, suspendeu o acolhimento de pacientes encaminhados à instituição pela Central de Regulação de Vagas; pelas concessionárias, pelo SAMU, Resgate e Águia. Os reflexos dessa medida já foram sentidos na Rede Municipal de Saúde, com lotação de 87,8% dos leitos de UTI Covid, segundo a Secretaria de Saúde. De acordo com Lair Zambon, Secretário Municipal de Saúde, a medida tomada pela Unicamp impacta em toda a rede, agravando o cenário que já era preocupante . “Claro que impacta na rede municipal. O Ouro Verde, que virou um Hospital Covid, e o Mário Gatti estão praticamente lotados. Estamos com quase 90% de taxa de ocupação de UTI Covid e poucos leitos vagos”, avaliou. O secretário fez um apelo para que o governo estadual faça a sua parte e abra novos leitos na cidade, que, segundo a última gestão da pasta, têm 40 da ocupação por pacintes vindos da região. “A Unicamp tem apenas 17 leitos de UTI Covid, mas deveria ter mais. O estado sempre teve presença maior no Município. Existe uma promessa de abertura de mais 13 leitos na Unicamp. O prefeito já está em conversa com o governador. Todos precisam assumir a sua parte”, afirma. De acordo com ele, 23% das pessoas internadas são de fora da cidade. “Somos uma cidade polo, temos de ajudar mesmo. Tudo é SUS. Mas o AME Campinas e a Unicamp tinham 94 leitos de UTI. Foram desativados, outras cidades também desmontaram os leitos de contingência, mas estamos no repique da doença porque as pessoas abandonaram o distanciamento social e as medidas de prevenção. Precisamos de mais leitos”, avalia. Ontem, a cidade contava com 231 leitos de UTI exclusivos para pacientes com Covid-19 nas redes pública e particular. Deste total, 198 estavam ocupados, o que corresponde a 85,71%. Havia 33 leitos livres somando as redes pública e particular. Os leitos estão divididos da seguinte forma: SUS Municipal com 74 leitos, dos quais 65 ocupados, o que equivale a 87,8%. E 9 leitos disponíveis. SUS Estadual com 17 leitos, todos ocupados. Na rede particular são 140 leitos, dos quais 116 ocupados, o que equivale a 82,8%. Havia 24 leitos disponíveis. No Hospital da PUC, a ocupação da UTI Covid é de 80% e da Enfermaria 60%. “É avaliada diariamente a ocupação, ainda não precisamos cancelar nada. Se não tiver mais capacidade em outros hospitais de absorver pacientes e chegarmos perto da ocupação máxima, será possível cancelar parcialmente alguns procedimentos que necessitam de UTI“, informou a assessoria. Para tentar amenizar a situação, Zambon explicou que a partir da manhã desta quarta-feira (13) novos leitos serão incorporados à rede pública. “São mais 2 leitos de UTI Covid e 4 de UTI não Covid comprados na PUC e mais 10 de UTI Covid comprados na Irmandade Santa Casa. Esses leitos são para dar um respiro porque essa semana e a próxima serão divisoras de água. Todo o reflexo do Natal e Ano Novo vão surgir agora e semana que vem”, afirma. Mesmo assim, Zambon acredita que as medidas não serão suficientes para atender toda a possível demanda. “A previsão é que todas as vagas do SUS Municipal sejam ocupadas. A gente espera que não, mas a chance de lotar tudo é bem grande”, adianta. O plano de contingência, caso isso ocorra, é transformar os leitos de UTI não Covid para leitos Covid. “Não tem como fabricar leitos. Vamos tirar de um lado para colocar no outro. O fato é que sempre será prejudicial à população”, finaliza. Restrição da Unicamp atinge também as cirurgias eletivas A Unicamp conta com 34 vagas de UTI não Covid e 17 de UTI Covid, todos ocupados. Além disso, as enfermarias também estão lotadas, segundo a instituição. Por isso, decidiu suspender novas internações, na última segunda-feira. A medida entrou em vigor a partir das 18 horas e deveria durar por 24 horas, quando foi feita nova avaliação da situação. Como a lotação permaneceu, a medida foi mantida, segundo a assessoria de imprensa. A direção decidiu ainda, restringir as internações das cirurgias eletivas. Esse tipo de procedimento não é considerado de urgência e normalmente os pacientes são internados no dia anterior à cirurgia. O HC informou, porém, que as cirurgias eletivas de pacientes que já estavam internados nesta segunda-feira seriam mantidas.