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Montadoras rebatem Bolsonaro sobre saída da Ford: 'Não queremos subsídio, mas competitividade'

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Montadoras rebatem Bolsonaro sobre saída da Ford: 'Não queremos subsídio, mas competitividade'

— O custo do Estado é muito pesado, ninguém aguenta mais pagar imposto. E daí vêm pessoas falar em subsídio. Na verdade é igual ao que eu falei da Black Friday: aumenta o preço para dar o desconto. Vamos ser honestos: é impossível desenvolver uma indústria com esta carga tributária — disse Moraes

Moraes, em entrevista coletiva, afirmou que as montadoras trouxeram ao Brasil de forma líquida, descontando remessas de lucros, US$ 24 bilhões na última década

Ele afirmou ainda que, com os anúncios do fechamento das fábricas da Mercedes Benz, em dezembro, ele afirma que cinco fábricas serão fechadas e a capacidade instalada no país passou de cinco milhões de automóveis por ano para algo entre 4,5 milhões e 4,7 milhões de automóveis por ano

Há duas formas de se resolver a ociosidade do setor: ou melhoramos a competitividade, resolvemos os problemas estruturais e retomamos o crescimento econômico e ampliamos as exportações, ou fechando fábricas

SÃO PAULOLuiz Carlos Moraes, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirmou nesta quarta-feira que o setor não defende novos subsídios e criticou a politização do anúncio do fechamento da Ford no Brasil. O posicionamento da entidade surgiu um dia após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter afirmado que a “Ford não disse a verdade, querem subsídios”.

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— A gente não quer subsídios, quer competitividade. Estamos há anos mostrando medidas que precisam ser feitas para melhorar a competitividade no Brasil — afirmou Moraes, que antes havia citado todos os alertas que a Anfavea fez desde abril de 2019, pedindo reforma tributária, mostrando comparativos que indicam que o custo de produzir no Brasil é, por exemplo, 18% maior que no México, melhoria do ambiente econômico e atacando o “manicômio tributário” do Brasil.

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Moraes afirmou que, na verdade, não há excesso de subsídios do setor no Brasil. Ele contou que o país teve o Inovar-Auto, que permitia às empresas creditar 30% do investimento em pesquisa e desenvolvimento, que foi substituído pelo Rota 2030, que reduziu este percentual para 12,5% e será compensado apenas para as montadoras que deem lucro.

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Ele afirma que estes incentivos geraram carros 12% mais eficientes, o que significou uma redução cde R$ 7 bilhões anuais de custo de combustíveis dos consumidores, além da redução do impacto ambiental dos carros.

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Moraes afirma ainda que benefícios à inovação existem em países como Alemanha ou Estados Unidos, embora com outros formatos. Além disso, ele afirma que há apenas subsídios regionais, para tornar mais uniforme a industrialização do Brasil, definidos pelo Congresso

PUBLICIDADE — Estão politizando um tema muito sério — concluiu

O presidente da Anfavea ainda comparou os incentivos fiscais à Black Friday no Brasil: os impostos no Brasil são tão elevados, em sua opinião, que eventuais “subsídios” apenas trazem os tributos para uma taxa mais adequada.

— O custo do Estado é muito pesado, ninguém aguenta mais pagar imposto. E daí vêm pessoas falar em subsídio. Na verdade é igual ao que eu falei da Black Friday: aumenta o preço para dar o desconto. Vamos ser honestos: é impossível desenvolver uma indústria com esta carga tributária — disse Moraes

Moraes, em entrevista coletiva, afirmou que as montadoras trouxeram ao Brasil de forma líquida, descontando remessas de lucros, US$ 24 bilhões na última década

Ele afirmou ainda que, com os anúncios do fechamento das fábricas da Mercedes Benz, em dezembro, ele afirma que cinco fábricas serão fechadas e a capacidade instalada no país passou de cinco milhões de automóveis por ano para algo entre 4,5 milhões e 4,7 milhões de automóveis por ano

Há duas formas de se resolver a ociosidade do setor: ou melhoramos a competitividade, resolvemos os problemas estruturais e retomamos o crescimento econômico e ampliamos as exportações, ou fechando fábricas