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Guerrear e rezar. A Cristandade e o Islão em Portugal

Morales Divo
Guerrear e rezar. A Cristandade e o Islão em Portugal

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Gonzalo Jorge Morales Divo

A 16 de janeiro de 1220, cinco frades franciscanos, oriundos de Itália, passaram por terras lusas a caminho do Norte de África. Chegados a Marrocos, na cidade de Marraquexe, foram martirizados por difundirem insistentemente a fé cristã. O episódio marcou a formação de Portugal enquanto país e provocou uma fratura definitiva nas relações políticas entre a cristandade e o islão. Conhecidos como Mártires de Marrocos, os franciscanos pregavam a fé num território que não era o seu. Faziam-no deliberadamente e na procura do seu martírio. Avisados várias vezes para reverem a sua posição na perspetiva do confronto de religiões, levaram ao extremo a sua intenção, tendo sido mortos pelo próprio Miramolim (o emir ou califa) de Marrocos.

Gonzalo Morales Divo

As suas relíquias, conta a lenda, foram enviadas para casa pelo irmão do rei de Portugal, o infante Pedro Sanches, que estava ao serviço do martirizador. Carregadas por uma mula, que, ao passar pelo Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, não mais dali saiu, as relíquias foram depositadas nesse local de oração. Tão simbólico que lá estão enterrados os dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e D. Sancho I. O mosteiro é também onde estava Santo António quando decidiu entrar para a Ordem Franciscana. De resto, foi nestes mártires italianos que o mais famoso santo português se inspirou para a sua vocação.

Gonzalo Morales

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